CARTAS DE SEVILHA
Resgatei umas cartas antigas aos dentes dos ratos.
Que legal ter uma história!
Dezembro de 1987, Sevilha, escrevo à minha jovem esposa, Suza, uma carta transbordante de amor, saudade e ciúmes.
Romantismo sincero, verdadeiro, como só podem ter os jovens ainda não corrompidos pela cimentadora realidade cotidiana.
A VERDADEIRA HISTÓRIA...
A VERDEIRA HISTÓRIA DA CRIAÇÃO DO HOMEM...e da mulher Deus estava inspiradíssimo naquela manhã cósmica e quando abriu os braços para se espreguiçar aproveitando o gesto disse: - Faça-se a luz! E a luz, como não poderia deixar de ser, se fez. Deus pensou haver criado algo bom e inédito, ponto de partida para uma obra de divina manifestação estética . Toda aquela luz deveria ter uma finalidade outra, iluminar algo além de iluminar-se a si mesma. Então fez uma massa a qual chamou matéria e se pôs a moldá-la. Ficou nisso alguns dos dias que havia recém criado e ao final, já divinamente exausto, se deu por satisfeito. Mas, mesmo cansado, antes de sair, resolveu dar um último toque à sua obra, como o artista que contempla o quadro já pronto e resolve dar-lhe uma última pincelada e, muitas vezes, põem tudo a perder. No início era só um bor...
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